segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Em 2010, pratique seu discurso



Réveillon é a época de todas as promessas, superstições, resoluções e rituais. Cada um com os seus, independente da religião, o que importa nisso tudo é a fé em que se deposita em si mesmo e a capacidade de se comprometer para realizar seus objetivos. Eu vou fazer as minhas e espero cumpri-las. Mas, tem algumas coisas que servem para todos nós. Que não dependem de crença, verba, conhecimento ou recursos externos. São atitudes. Coisas simples, que mudam o mundo ao nosso redor à medida que geramos uma nova energia.
Quer um ANO NOVO melhor, mais feliz, com oportunidades e conquistas? Comece assim:
  1. Ponha um sorriso no rosto (é de graça) e otimismo no coração: eu sei que tem dias em que a gente quer sumir, sublimar, mas não adianta fugir: problemas todos temos e inevitavelmente temos de resolvê-los (ou esperar pacientes e confiantes) cedo ou tarde;
  2. Acredite na sua capacidade de realizar. Não diga que não consegue. Apenas tente, mas tente com fé e se esforce para conseguir. Mesmo que nunca tenha feito algo parecido;
  3. Leia mais. Leia sempre. E se comprometa em ler cada livro até o fim (essa é pra mim);
  4. Comprometa-se com o seu conhecimento. O mundo está cada vez mais dinâmico e as informações se reproduzem em Progressão Geométrica. São cada vez mais mídias, mais sites, blogs, microblogs, ferramentas... tudo, e quem não se atualizar, vai comer poeira. Quer uma dica – e eu estou aprendendo isso na porrada? Direcione-se para o que você gosta e para o que vai acrescentar à sua qualidade de vida, à sua carreira ou ao seu bolso.
  5. Comece uma atividade física: caminhada, corrida, natação, Yoga, Boxe... Sei lá. Cada um na sua. Mas, acima de tudo: estabeleça uma meta pessoal, cole na porta da sua geladeira e anote cada conquista. E, claro, ao menos uma vez por semana, pratique ao ar livre: é mágico.
  6. Procure uma instituição perto de você e comece a ser voluntário. Eu GARANTO que não há NADA mais enriquecedor, didático e vicioso do que ajudar alguém. Mas torne isso um compromisso com você e com os outros. Eles só precisam de parte do seu tempo. Nada mais.
  7. Não jogue lixo nas ruas. Se você já pratica – e é surreal que isso tenha que estar aqui, convença alguém (ou alguéns) a mudar esse hábito. Carregue uma sacolinha no carro, na bolsa, na mochila e jogue o lixo ali. Depois é só descartar na lixeira de sua preferência. Mas nunca na rua.
  8. Beba mais água. Hidrate seu corpo. Refresque sua mente. Filtre o sangue. Ao menos 2 litros por dia (ouviu, Carolina!)
  9. Gaste mais tempo com os seus filhos, pais, companheiro, irmãos... Enfim, dedique-se aos que te amam e precisam de você. Mesmo que não anunciem. E se estiver brigado com alguém da sua família, perdoa, peça perdão. Ficar com esse peso é muito ruim. Fazer as pazes alivia a alma.
  10. Cuide da sua alma. Não importa a religião. Nem precisa freqüentar um lugar específico. Antes de dormir, agradeça. Ao acordar, agradeça. Quando precisar, peça. Mas nunca deixe sua fé de lado, nem seua alma pra trás.
10 passos simples. 10 presentes gratuitos que você pode dar a si mesmo e aos outros. 10 formas de levar o ano 2010 de forma leve e clara.
2009 para mim foi difícil. Mas é na dor que a gente amadurece e abre os olhos. E então, de olhos atentos e sem a lente da ilusão, começamos e enxergar a vida com os pés no chão. Mas, só para terminar, nunca, nunca... NUNCA deixe sua imaginação de lado, sonhe, imagine, crie. A criatividade dá cor à vida.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O efeito borboleta



Enfim estamos fechando 2009. Para mim, um ano de muito aprendizado e amadurecimento. Realizei alguns sonhos, percebi que a vida é muito além do que vemos, aprendi que a fé não depende da nossa religião, mas do quanto acreditamos em nós mesmos... Aliás, algumas lições ainda estou aprendendo.
Para clarear as idéias e visualizar melhor o ano, decidi fazer um Balanço. Espero não ser muito pessimista, nem otimista demais.
- Em fevereiro fui demitida. Embora o motivo nada tenha a ver com minha competência ou comportamento, a primeira lição do ano foi: não importa o quanto você se dedique, ame ou depende do seu trabalho. Quando a corda aperta, o pescoço da vez pode ser o seu. Ou seja: empresa não é amiga. E emprego não é amizade. Cuide da sua empregabilidade, se dedique ao seu trabalho, à sua carreira, mas nunca deixe sua família em segundo plano porque, quando ficar sem emprego, é nela que você encontra forças para levantar.
- Em março iniciei meu MBA. Um sonho realizado e meu "Muito Obrigada" ao Metrô Rio, que pagou o curso, mesmo após me demitir. Conheci pessoas das mais diversas formações e perfis diferentes. Gente que não precisa trabalhar, gente que trabalha e divide as despesas, gente que já trabalhou muito para estar ali, gente que se desdobrava para conciliar o estudo com o trabalho. Abdiquei de finais de semana em família, me afundei em leituras e estudo, aprendi matemática financeira e a usar a HP... Mas, o maior aprendizado do MBA foi a entender e respeitar as diferenças. A não fazer questão de ser querida por todos e a conquistar as pessoas aos poucos, com atitudes e não com a minha simpatia.
- Em julho iniciei um projeto na Fundação Bio Rio – pólo de Biotecnologia do Rio de Janeiro. É uma fundação, é inovadora, tem pessoas muito apaixonadas pela instituição, mas é uma cultura completamente diferente da que eu estava acostumada. Entender aquela cultura, respeitar as diferenças e me enquadrar naquele ambiente foram um desafio e grande aprendizado.
- Desde então, estou buscando meu lugar ao Sol... O mercado está muito fechado, as oportunidades escassas e meu último cargo, Coordenadora, complicou ainda mais minha recolocação. Some o MBA, que era às quartas, o que limitou minhas possibilidades. Mas concluí-lo era prioridade e, ufa, concluí.
- Nesse período todo, com a falta de emprego, dias em casa, mudança na rotina, depressão, falta de grana... enfim, tudo o que se desencadeia com o desemprego, as lições mais importantes e arrebatadoras que aprendi são as que não se explicam com a razão. Mas vou tentar...
- Reconheci amigos verdadeiros;
- Enxerguei o valor da minha família;
- Encontrei um companheiro, que sempre esteve aqui, mas que eu pouco reconheci;
- Aprendi a ser mãe integralmente;
- Entendi que as coisas não acontecem quando queremos ou merecemos. Elas acontecem no tempo do universo, no tempo em que TÊM que acontecer. Importante é estarmos preparados para esse momento.
- Aprendi a lidar com o dinheiro – e com a falta dele. E que mesmo sem grana é possível ser feliz, basta olhar ao redor e valorizar as coisas simples...
- Ah, as coisas simples! Como têm valor, como são essenciais e como nos enriquecem;
- Aprendi que as respostas não vêm escritas, não vêm quando queremos nem da forma como queremos. Elas estão dentro da gente e encontrá-las depende de nos encontrarmos. E essa é a tarefa mais difícil: olhar pra dentro.
- Parar de reclamar. Está tudo bem, tudo ótimo, mesmo que não enxerguemos isso. E, cá entre nós, não posso reclamar mesmo: nunca nos faltou nada, meus filhos estão saudáveis, felizes e perto de mim; tenho uma família maravilhosa; descobri os amigos mais improváveis; aprendi a ser menos radical e mais sensível com eles, a respeitar diferenças e simplesmente ouvir. Escutar seus desabafos sem opinar. A vida é isso. Não tem conselho que amadureça alguém. É preciso viver para aprender;
- Não sou perfeita. Não tenho que me cobrar perfeição. Muitas vezes, basta baixar a cabeça e pedir desculpas. Tentar sair pela tangente, justificar erros ou fingir que nada aconteceu só nos faz parecer superficiais e indiferentes;
- Por fim, não menos importante: esperar, acreditar e perseverar.
2009 foi uma fase de reclusão, imersão no meu oceano, tropeços e conquistas. Dia a dia, cada coisa em seu lugar... Pouco a pouco as coisas acontecem. Basta estar de olhos bem atentos, coração aberto e cabeça no lugar.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Acabou. E agora?

Ontem foi o último dia do MBA. Ao mesmo tempo em que bate um alívio pela conclusão do curso, já sinto um imenso vazio. As aulas às quartas, muitas delas interessantíssimas e dinâmicas, um dia inteiro de aprendizado, troca de experiências, as reuniões nas salinhas, os lanches deliciosos, as pessoas que nos cativam, a dedicação intensa ao Projeto Final... Tudo isso vai fazer falta.

Mas, o que mais me carece agora são as tarefas que tínhamos de realizar em casa: leituras, pesquisas, estudo de caso, trabalhos em grupo, leituras, leituras e mais leituras. O MBA preenchia meus dias com informação, conteúdo e aprendizado.
Foi um ano corrido, em que tive de abrir mão do convívio com amigos, com a família, muitas vezes. Mas passou rápido e eu sobrevivi. A pergunta é: e agora? Como manter fresco na minha cabeça o conteúdo que foi introduzido nela?
Compromisso. Sim, compromisso. Essa é a palavra. Manter o network firmado ao longo do ano, manter as leituras (não necessariamente no ritmo alucinante do curso, mas ter uma meta de leitura), olhar o mercado com novo olhar...
O desafio maior está dentro de mim. Mudar minha postura, aproveitar esse momento para estabelecer uma obrigação: não me deixar amolecer.
A diferença é brutal da Carol pré e pós Coppead. E eu prefiro minha versão pós...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Diálogo aberto, sem fita.


Uma parada rápida para postar aqui um pensamento a respeito do Dia Mundial de Combate à Aids. Vi campanhas, movimentos nas mídias sociais, pessoas usando as características fitinhas vermelhas por todos os lugares onde fui hoje. Legal! Acho realmente interessante esse movimento. Pena que é só por um dia. Pena que, para muitos, não passa da fitinha vermelha estampada (ou presa) ao peito.
Combater a AIDS não é algo simples porque depende da ATITUDE individual. Depende de CONSCIÊNCIA e COMPRIMISSO consigo mesmo e com os outros.
Se olharmos para o indivíduo, torna-se simples combater a AIDS. Informação, formação, consciência e atitude. Ou, simplesmente, USE CAMISINHA. Mas no campo coletivo, isso se complica muito...
Não vou entrar aqui nos méritos religiosos porque, sinceramente, me irritam esses paradigmas. Mas quero que cada um reflita comigo... Estar engajado numa causa não se resume a manifestar sua simpatia a ela. Significa, acima de tudo, orientar as pessoas que estão próximas de você. Em casa, na escola, no trabalho, no curso... no Orkut, onde for. Não precisa pintar sua página de vermelho, nem usar fitinha na roupa. Basta CONVERSAR.
Se cada um fizesse sua parte olhando ao seu redor, talvez não fossem necessárias tantas campanhas. Talvez muitas mortes teriam sido evitadas.
Hoje não tem desculpa. A informação está em todo lugar e a mudança dessa realidade está dentro de você. Dentro de nós.