segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Novas mídias x velha fisiologia humana

Sabe quando você pára para olhar ao redor e percebe que, mesmo diante de muito esforço, parece que as coisas se alteram na velocidade da luz? É tanta informação, que a gente se sente incapaz de absorver.
E, ávidos por fazer parte do mundo globalizado e moderno, nos obrigamos a estar presente em tudo, ou quase tudo, o que estiver disponível: orkut, facebook, picasa, flickr, twitter, blog, youtube... Temos que acessar diaria e frequentemente aos sites de notícias e informações segmentadas: O Globo, Blue Bus, Comunicadores, Mundo do Marketing, HSM... A situação é ainda pior quando se busca uma oportunidade: Catho, Vagas, Infojobs, e tantos outros.
Ah, claro! O e-mail, que já virou um movimento involuntário. Algo como respirar. Enviar um e-mail é a mesma coisa que piscar os olhos. E todos temos a OBRIGAÇÃO de checar nossas caixas de mensagens a cada meia hora.
Tempo pra viver? Só se você tiver um smartphone. Senão, vai ficar sentado aí na frente do computador com diversas janelas abertas, tentando conciliar as informações enquanto ouve no iTunes as músicas que você baixou gratuitamente no Lime Wire.
Meus filhos já crescem com essa dinâmica. E já encaram com naturalidade tudo isso. O desafio tanto para mim, quanto para eles, é saber exatamente o que buscar e onde buscar. Entender que não há espaço disponível em nosso disco fisiológico capaz de dar conta de tudo isso.
Então, queridos, antes de se cadastrar no novo serviço, gadget, feed ou o que for, pense "para quê?" e reflita se há MESMO necessidade de criar mais uma tarefa para as escassas 24 horas do dia.

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