terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ignorância é uma dádiva

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Essa semana recebi um e-mail com uma mensagem em PPT criticando o BBB, a equipe que o produz, as pessoas que o assistem e "perdem tempo" com isso. Eu não estou aqui para levantar bandeiras ou criticar as bandeiras alheias, mas acho deselegante esse tipo de crítica. Primeiro porque existe a liberdade de opção. Não curte, não veja. E existe a liberdade de ação. Se tem algo melhor e mais útil a fazer, faça. Mas perder tempo criando uma apresentação longa, com imagens, músicas, mensagens, supostas citações de pessoas famosas, criticar o consumo e transformar isso num spam inútil é mais ignorante ainda.
Explico: de todos os que receberam a tal apresentação, quantos vão abrir o PPT? E quantos vão assisti-lo até o final? E, mais, quantos vão absorver a informação? Pior: qual o objetivo disso?
O tempo que se perde preparando aquela apresentação toda é o mesmo (ou mior) do que uma pesquisa no seu bairro sobre como ser voluntário e contribuir efetivamente para o bem comum.
Eu assisto ao BBB, mas não sou fã e nem fico presa a isso. Eu assisto de tudo: de History Channel a Cartoon Network. E não me envergonho disso. A criatividade vem quando nossa cabeça está feliz, quando não temos o compromisso de ser isso ou aquilo. 
As atitudes são individuais, as decisões, idem. Cada um tem liberdade para ser, estar, ver, ouvir o que quiser. E cada um assume as responsabilidades de suas escolhas. Assistir ao BBB ou à CNN, à Discovery ou ao PlayboyTv não definem quem você é. Nem a sua capacidade. O que te define são as atitudes e o quanto você contribui para o coletivo.
E, na boa, moralismo barato não leva a nada. Crítica pela crítica, idem. Levanta a bunda da cadeira e vai procurar algo útil pra fazer. Ou não. Mas não gaste o meu tempo com a sua falta do que fazer.
Assisto ao BBB? Sim. Mas leio meus livros, busco o que me interessa e o que me agrega, estou sempre com os que amo, mantenho minha rede de contatos, ajudo ao próximo sempre que possível e da maneira que posso, compro, consumo, dirijo, durmo... e muitas vezes não faço nada. Porque a vida é isso e as coisas estão aí, na nossa frente, para que possamos escolher. Cada um na sua. Cada um como pode.
Isso me lembrou a campanha da Diesel (sim, um ícone do consumismo) que eu achei muito interessante.
Confira: BE STUPID

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Haiti é logo ali

Se você pensa que tem problemas, pense no Haiti. Se você pensa que passa por dificuldades, pense no Haiti. Se você quer ajudar, mas não sabe como, pense no Haiti.
Estou em choque com as imagens e notícias que chegam a todo instante e penso no quanto sou feliz e abastada. E, logo em seguida, penso no meu papel dentro disso tudo.  Não adianta me chocar, ficar triste, arrasada, chorar e continuar parada.
Também não posso ir até lá e prestar solidariedade aquelas pessoas, aquelas vidas que tiveram o pouco ou quase nada devastado por um desastre natural.
Recebi um e-mail ontem com dados da conta que o Viva Rio criou para arrecadar fundos de auxílio ao Haiti. Estou fazendo o meu melhor: postando aqui e em todas as mídias sociais de que participo, divulgando para meus contatos de e-mail, vou fazer a minha doação (humilde, sim, mas é alguma coisa), estou mobilizando os amigos que trabalham em empresas para que iniciem um movimento interno, corporativo em prol dessa causa.
Sem demagogia, sem hipocrisia. Só um pouco de consciência. R$10, 15, 20... 200,00 ou 2.000,00. Cada um ajuda com o que pode. Uns com dinheiro, outros com informação. Cada atitude é fundamental.
Faça a sua parte!
Para doações internacionais:
Bank: Banco do Brasil
Account number: 001176980000051136
Swift code: BRASBRRJRJO

Para doações no Brasil:
Banco do Brasil
Agência: 1769-8
Conta: 5113-6
Favorecido: VIVA RIO DOAÇÕES

CNPJ: 00343941/0001-28s

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

50 Social Media Tactics for Nonprofits

Eu ando um tanto introspectiva esses dias. Isso significa estar mais voltada para dentro e menos criativa. Mas algumas coisas dão uma iluminada e essa apresentação é uma delas.
Vale conferir!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

...Este ano, eu...

Comecei o ano de maneira oposta ao que me propus nas resoluções. Mas, que bom, ao menos estou assumindo e, como ainda tenho 364 dias pela frente, posso virar o jogo. Explico o porquê:
- Acrodei às 12h30
- Comi feito uma porca
- Não li uma página de livro algum
- Só comi besteira e meus filhos, idem
- Fiquei com preguiça o dia todo
- São 22h40 e eu estou aqui, na frente do computador só buscando futilidades e rindo das tuitadas da Narcisa

Bom, queria registrar esse momento EGOcentrico e dizer que isso não vai ficar assim...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Em 2010, pratique seu discurso



Réveillon é a época de todas as promessas, superstições, resoluções e rituais. Cada um com os seus, independente da religião, o que importa nisso tudo é a fé em que se deposita em si mesmo e a capacidade de se comprometer para realizar seus objetivos. Eu vou fazer as minhas e espero cumpri-las. Mas, tem algumas coisas que servem para todos nós. Que não dependem de crença, verba, conhecimento ou recursos externos. São atitudes. Coisas simples, que mudam o mundo ao nosso redor à medida que geramos uma nova energia.
Quer um ANO NOVO melhor, mais feliz, com oportunidades e conquistas? Comece assim:
  1. Ponha um sorriso no rosto (é de graça) e otimismo no coração: eu sei que tem dias em que a gente quer sumir, sublimar, mas não adianta fugir: problemas todos temos e inevitavelmente temos de resolvê-los (ou esperar pacientes e confiantes) cedo ou tarde;
  2. Acredite na sua capacidade de realizar. Não diga que não consegue. Apenas tente, mas tente com fé e se esforce para conseguir. Mesmo que nunca tenha feito algo parecido;
  3. Leia mais. Leia sempre. E se comprometa em ler cada livro até o fim (essa é pra mim);
  4. Comprometa-se com o seu conhecimento. O mundo está cada vez mais dinâmico e as informações se reproduzem em Progressão Geométrica. São cada vez mais mídias, mais sites, blogs, microblogs, ferramentas... tudo, e quem não se atualizar, vai comer poeira. Quer uma dica – e eu estou aprendendo isso na porrada? Direcione-se para o que você gosta e para o que vai acrescentar à sua qualidade de vida, à sua carreira ou ao seu bolso.
  5. Comece uma atividade física: caminhada, corrida, natação, Yoga, Boxe... Sei lá. Cada um na sua. Mas, acima de tudo: estabeleça uma meta pessoal, cole na porta da sua geladeira e anote cada conquista. E, claro, ao menos uma vez por semana, pratique ao ar livre: é mágico.
  6. Procure uma instituição perto de você e comece a ser voluntário. Eu GARANTO que não há NADA mais enriquecedor, didático e vicioso do que ajudar alguém. Mas torne isso um compromisso com você e com os outros. Eles só precisam de parte do seu tempo. Nada mais.
  7. Não jogue lixo nas ruas. Se você já pratica – e é surreal que isso tenha que estar aqui, convença alguém (ou alguéns) a mudar esse hábito. Carregue uma sacolinha no carro, na bolsa, na mochila e jogue o lixo ali. Depois é só descartar na lixeira de sua preferência. Mas nunca na rua.
  8. Beba mais água. Hidrate seu corpo. Refresque sua mente. Filtre o sangue. Ao menos 2 litros por dia (ouviu, Carolina!)
  9. Gaste mais tempo com os seus filhos, pais, companheiro, irmãos... Enfim, dedique-se aos que te amam e precisam de você. Mesmo que não anunciem. E se estiver brigado com alguém da sua família, perdoa, peça perdão. Ficar com esse peso é muito ruim. Fazer as pazes alivia a alma.
  10. Cuide da sua alma. Não importa a religião. Nem precisa freqüentar um lugar específico. Antes de dormir, agradeça. Ao acordar, agradeça. Quando precisar, peça. Mas nunca deixe sua fé de lado, nem seua alma pra trás.
10 passos simples. 10 presentes gratuitos que você pode dar a si mesmo e aos outros. 10 formas de levar o ano 2010 de forma leve e clara.
2009 para mim foi difícil. Mas é na dor que a gente amadurece e abre os olhos. E então, de olhos atentos e sem a lente da ilusão, começamos e enxergar a vida com os pés no chão. Mas, só para terminar, nunca, nunca... NUNCA deixe sua imaginação de lado, sonhe, imagine, crie. A criatividade dá cor à vida.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O efeito borboleta



Enfim estamos fechando 2009. Para mim, um ano de muito aprendizado e amadurecimento. Realizei alguns sonhos, percebi que a vida é muito além do que vemos, aprendi que a fé não depende da nossa religião, mas do quanto acreditamos em nós mesmos... Aliás, algumas lições ainda estou aprendendo.
Para clarear as idéias e visualizar melhor o ano, decidi fazer um Balanço. Espero não ser muito pessimista, nem otimista demais.
- Em fevereiro fui demitida. Embora o motivo nada tenha a ver com minha competência ou comportamento, a primeira lição do ano foi: não importa o quanto você se dedique, ame ou depende do seu trabalho. Quando a corda aperta, o pescoço da vez pode ser o seu. Ou seja: empresa não é amiga. E emprego não é amizade. Cuide da sua empregabilidade, se dedique ao seu trabalho, à sua carreira, mas nunca deixe sua família em segundo plano porque, quando ficar sem emprego, é nela que você encontra forças para levantar.
- Em março iniciei meu MBA. Um sonho realizado e meu "Muito Obrigada" ao Metrô Rio, que pagou o curso, mesmo após me demitir. Conheci pessoas das mais diversas formações e perfis diferentes. Gente que não precisa trabalhar, gente que trabalha e divide as despesas, gente que já trabalhou muito para estar ali, gente que se desdobrava para conciliar o estudo com o trabalho. Abdiquei de finais de semana em família, me afundei em leituras e estudo, aprendi matemática financeira e a usar a HP... Mas, o maior aprendizado do MBA foi a entender e respeitar as diferenças. A não fazer questão de ser querida por todos e a conquistar as pessoas aos poucos, com atitudes e não com a minha simpatia.
- Em julho iniciei um projeto na Fundação Bio Rio – pólo de Biotecnologia do Rio de Janeiro. É uma fundação, é inovadora, tem pessoas muito apaixonadas pela instituição, mas é uma cultura completamente diferente da que eu estava acostumada. Entender aquela cultura, respeitar as diferenças e me enquadrar naquele ambiente foram um desafio e grande aprendizado.
- Desde então, estou buscando meu lugar ao Sol... O mercado está muito fechado, as oportunidades escassas e meu último cargo, Coordenadora, complicou ainda mais minha recolocação. Some o MBA, que era às quartas, o que limitou minhas possibilidades. Mas concluí-lo era prioridade e, ufa, concluí.
- Nesse período todo, com a falta de emprego, dias em casa, mudança na rotina, depressão, falta de grana... enfim, tudo o que se desencadeia com o desemprego, as lições mais importantes e arrebatadoras que aprendi são as que não se explicam com a razão. Mas vou tentar...
- Reconheci amigos verdadeiros;
- Enxerguei o valor da minha família;
- Encontrei um companheiro, que sempre esteve aqui, mas que eu pouco reconheci;
- Aprendi a ser mãe integralmente;
- Entendi que as coisas não acontecem quando queremos ou merecemos. Elas acontecem no tempo do universo, no tempo em que TÊM que acontecer. Importante é estarmos preparados para esse momento.
- Aprendi a lidar com o dinheiro – e com a falta dele. E que mesmo sem grana é possível ser feliz, basta olhar ao redor e valorizar as coisas simples...
- Ah, as coisas simples! Como têm valor, como são essenciais e como nos enriquecem;
- Aprendi que as respostas não vêm escritas, não vêm quando queremos nem da forma como queremos. Elas estão dentro da gente e encontrá-las depende de nos encontrarmos. E essa é a tarefa mais difícil: olhar pra dentro.
- Parar de reclamar. Está tudo bem, tudo ótimo, mesmo que não enxerguemos isso. E, cá entre nós, não posso reclamar mesmo: nunca nos faltou nada, meus filhos estão saudáveis, felizes e perto de mim; tenho uma família maravilhosa; descobri os amigos mais improváveis; aprendi a ser menos radical e mais sensível com eles, a respeitar diferenças e simplesmente ouvir. Escutar seus desabafos sem opinar. A vida é isso. Não tem conselho que amadureça alguém. É preciso viver para aprender;
- Não sou perfeita. Não tenho que me cobrar perfeição. Muitas vezes, basta baixar a cabeça e pedir desculpas. Tentar sair pela tangente, justificar erros ou fingir que nada aconteceu só nos faz parecer superficiais e indiferentes;
- Por fim, não menos importante: esperar, acreditar e perseverar.
2009 foi uma fase de reclusão, imersão no meu oceano, tropeços e conquistas. Dia a dia, cada coisa em seu lugar... Pouco a pouco as coisas acontecem. Basta estar de olhos bem atentos, coração aberto e cabeça no lugar.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Acabou. E agora?

Ontem foi o último dia do MBA. Ao mesmo tempo em que bate um alívio pela conclusão do curso, já sinto um imenso vazio. As aulas às quartas, muitas delas interessantíssimas e dinâmicas, um dia inteiro de aprendizado, troca de experiências, as reuniões nas salinhas, os lanches deliciosos, as pessoas que nos cativam, a dedicação intensa ao Projeto Final... Tudo isso vai fazer falta.

Mas, o que mais me carece agora são as tarefas que tínhamos de realizar em casa: leituras, pesquisas, estudo de caso, trabalhos em grupo, leituras, leituras e mais leituras. O MBA preenchia meus dias com informação, conteúdo e aprendizado.
Foi um ano corrido, em que tive de abrir mão do convívio com amigos, com a família, muitas vezes. Mas passou rápido e eu sobrevivi. A pergunta é: e agora? Como manter fresco na minha cabeça o conteúdo que foi introduzido nela?
Compromisso. Sim, compromisso. Essa é a palavra. Manter o network firmado ao longo do ano, manter as leituras (não necessariamente no ritmo alucinante do curso, mas ter uma meta de leitura), olhar o mercado com novo olhar...
O desafio maior está dentro de mim. Mudar minha postura, aproveitar esse momento para estabelecer uma obrigação: não me deixar amolecer.
A diferença é brutal da Carol pré e pós Coppead. E eu prefiro minha versão pós...