Sabe quando você pára para olhar ao redor e percebe que, mesmo diante de muito esforço, parece que as coisas se alteram na velocidade da luz? É tanta informação, que a gente se sente incapaz de absorver.
E, ávidos por fazer parte do mundo globalizado e moderno, nos obrigamos a estar presente em tudo, ou quase tudo, o que estiver disponível: orkut, facebook, picasa, flickr, twitter, blog, youtube... Temos que acessar diaria e frequentemente aos sites de notícias e informações segmentadas: O Globo, Blue Bus, Comunicadores, Mundo do Marketing, HSM... A situação é ainda pior quando se busca uma oportunidade: Catho, Vagas, Infojobs, e tantos outros.
Ah, claro! O e-mail, que já virou um movimento involuntário. Algo como respirar. Enviar um e-mail é a mesma coisa que piscar os olhos. E todos temos a OBRIGAÇÃO de checar nossas caixas de mensagens a cada meia hora.
Tempo pra viver? Só se você tiver um smartphone. Senão, vai ficar sentado aí na frente do computador com diversas janelas abertas, tentando conciliar as informações enquanto ouve no iTunes as músicas que você baixou gratuitamente no Lime Wire.
Meus filhos já crescem com essa dinâmica. E já encaram com naturalidade tudo isso. O desafio tanto para mim, quanto para eles, é saber exatamente o que buscar e onde buscar. Entender que não há espaço disponível em nosso disco fisiológico capaz de dar conta de tudo isso.
Então, queridos, antes de se cadastrar no novo serviço, gadget, feed ou o que for, pense "para quê?" e reflita se há MESMO necessidade de criar mais uma tarefa para as escassas 24 horas do dia.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
O lado bom das coisas ruins
Em fevereiro fiquei desempregada. Depois de 10 anos intensos de trabalho, estudo e muitos finais de semana dedicados, a gente fica perdido e esquece completamente como fazer para viver sem a rotina de trabalho.
Pra piorar: quando temos filhos e nunca tivemos tempo para eles, fica ainda mais trágica a situação porque você tem que encarar a falta de intimidade com a rotina deles.
É um processo de reinvenção. Um mix de depressão, ansiedade, agonia e um tanto de humildade - querendo ou não, você se torna mais humilde.
Acordar sem o despertador, não encarar o transito caótico, não passar o crachá... Não ter uma lista de pendencia infindáveis que sempre se reproduzem parece um pesadelo. "O que eu vou fazer com as horas do meu dia?"
Me fiz essa pergunta inúmeras vezes. Tentei otimizar o dia, aproveitar as horas, curtir os filhos. Mas, no começo, tudo o que eu queria era a minha rotina maluca de volta. Queria muito pegar 2h de engarrafamento, encarar um dia intenso, cheio de cobranças e das atividades cotidianas que antes eu reclamava tanto.
Mas isso não depende da minha vontade somente. E, aos poucos, à base de muita depressão e "porrada" entendi a mensagem disso tudo.
Hoje, vendo o mercado reaquecer e as possibilidades se ampliando, estou ansiosa e, ao mesmo tempo, preocupada. O jogo se inverteu e minha preocupação hoje é justamente na readaptação a essa distância entre mim e meus filhos.
É claro que quer, e preciso, voltar a trabalhar. Produzir, criar, conhecer pessoas, interagir, tudo isso é muito importante para a minha felicidade. Mas vejo que ganharam um peso diferente depois que eu vi o que é, de fato, viver.
Pra piorar: quando temos filhos e nunca tivemos tempo para eles, fica ainda mais trágica a situação porque você tem que encarar a falta de intimidade com a rotina deles.
É um processo de reinvenção. Um mix de depressão, ansiedade, agonia e um tanto de humildade - querendo ou não, você se torna mais humilde.
Acordar sem o despertador, não encarar o transito caótico, não passar o crachá... Não ter uma lista de pendencia infindáveis que sempre se reproduzem parece um pesadelo. "O que eu vou fazer com as horas do meu dia?"
Me fiz essa pergunta inúmeras vezes. Tentei otimizar o dia, aproveitar as horas, curtir os filhos. Mas, no começo, tudo o que eu queria era a minha rotina maluca de volta. Queria muito pegar 2h de engarrafamento, encarar um dia intenso, cheio de cobranças e das atividades cotidianas que antes eu reclamava tanto.
Mas isso não depende da minha vontade somente. E, aos poucos, à base de muita depressão e "porrada" entendi a mensagem disso tudo.
Hoje, vendo o mercado reaquecer e as possibilidades se ampliando, estou ansiosa e, ao mesmo tempo, preocupada. O jogo se inverteu e minha preocupação hoje é justamente na readaptação a essa distância entre mim e meus filhos.
É claro que quer, e preciso, voltar a trabalhar. Produzir, criar, conhecer pessoas, interagir, tudo isso é muito importante para a minha felicidade. Mas vejo que ganharam um peso diferente depois que eu vi o que é, de fato, viver.
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domingo, 22 de novembro de 2009
Comofas?
Tem dias em que a gente faz toda uma programação, planeja atividades, imagina as horas organizadas e... nada! Tem dias que a gente acorda determinado a fazer algo e o, quando chega no final, sentimos aquela sensação de derrota: não fiz nada do que eu gostaria.
Dispersões, preguiças, desânimo... Tudo é descupla. É aquela história de "inventar um monte de coisas a fazer para não fazer o que deve ser realmente feito.
Eu tenho sentido isso constantemente e não estou nem um pouco satisfeita com essa morosidade. O que está acontecendo comigo? Será que sempre fui assim e só me dei conta agora? Será que me tornei assim recentemente? Não importa. A hora é de mudar. E só tem um jeito: PARTIR PARA A AÇÃO.
Então, fui!
E quem quiser que me dê a mão porque preciso correr. Preciso seguir e nada pode me deter. Nada.
Dispersões, preguiças, desânimo... Tudo é descupla. É aquela história de "inventar um monte de coisas a fazer para não fazer o que deve ser realmente feito.
Eu tenho sentido isso constantemente e não estou nem um pouco satisfeita com essa morosidade. O que está acontecendo comigo? Será que sempre fui assim e só me dei conta agora? Será que me tornei assim recentemente? Não importa. A hora é de mudar. E só tem um jeito: PARTIR PARA A AÇÃO.
Então, fui!
E quem quiser que me dê a mão porque preciso correr. Preciso seguir e nada pode me deter. Nada.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Tá evoluindo
Depois de horas de tentativas e bugs, consegui fazer um banner básico.
Já é uma evolução. Mas vai melhorar ainda.
A questão está na insistência e na força do hábito...
Já é uma evolução. Mas vai melhorar ainda.
A questão está na insistência e na força do hábito...
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Pra começar
Decidi começar um blog, o terceiro que arrisco e espero dessa vez dar continuidade e levar a sério o negócio. A questão que mais me intriga nesse momento é justamente o mais importante quando se decide criar um Blog: sobre o que vou escrever.
É difícil encontrar um tema central quando não se tem um objetivo claro. Eu gosto de escrever sobre muitas coisas, mas em sua maioria, assuntos subjetivos. Música, comportamento, literatura, experiências, notícias que me interessam ou me chocam... Enfim, falar sobre o que me gera vontade de opinar.
A partir de agora, ao clicar em "publicar postagem" criarei um compromisso com os que me acompanharem (se é que alguém fará isso), mas principalmente, um compromisso comigo mesma. Está na hora de arrumar minha casa interior. Limpar os cantos, organizar os móveis, pintar as paredes em cores vivas, alegres...
Está na hora de partir para a ação depois de tanta reflexão. A hora é agora.
É difícil encontrar um tema central quando não se tem um objetivo claro. Eu gosto de escrever sobre muitas coisas, mas em sua maioria, assuntos subjetivos. Música, comportamento, literatura, experiências, notícias que me interessam ou me chocam... Enfim, falar sobre o que me gera vontade de opinar.
A partir de agora, ao clicar em "publicar postagem" criarei um compromisso com os que me acompanharem (se é que alguém fará isso), mas principalmente, um compromisso comigo mesma. Está na hora de arrumar minha casa interior. Limpar os cantos, organizar os móveis, pintar as paredes em cores vivas, alegres...
Está na hora de partir para a ação depois de tanta reflexão. A hora é agora.
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