Essa semana recebi um e-mail com uma mensagem em PPT criticando o BBB, a equipe que o produz, as pessoas que o assistem e "perdem tempo" com isso. Eu não estou aqui para levantar bandeiras ou criticar as bandeiras alheias, mas acho deselegante esse tipo de crítica. Primeiro porque existe a liberdade de opção. Não curte, não veja. E existe a liberdade de ação. Se tem algo melhor e mais útil a fazer, faça. Mas perder tempo criando uma apresentação longa, com imagens, músicas, mensagens, supostas citações de pessoas famosas, criticar o consumo e transformar isso num spam inútil é mais ignorante ainda.
Explico: de todos os que receberam a tal apresentação, quantos vão abrir o PPT? E quantos vão assisti-lo até o final? E, mais, quantos vão absorver a informação? Pior: qual o objetivo disso?
O tempo que se perde preparando aquela apresentação toda é o mesmo (ou mior) do que uma pesquisa no seu bairro sobre como ser voluntário e contribuir efetivamente para o bem comum.
Eu assisto ao BBB, mas não sou fã e nem fico presa a isso. Eu assisto de tudo: de History Channel a Cartoon Network. E não me envergonho disso. A criatividade vem quando nossa cabeça está feliz, quando não temos o compromisso de ser isso ou aquilo.
As atitudes são individuais, as decisões, idem. Cada um tem liberdade para ser, estar, ver, ouvir o que quiser. E cada um assume as responsabilidades de suas escolhas. Assistir ao BBB ou à CNN, à Discovery ou ao PlayboyTv não definem quem você é. Nem a sua capacidade. O que te define são as atitudes e o quanto você contribui para o coletivo.
E, na boa, moralismo barato não leva a nada. Crítica pela crítica, idem. Levanta a bunda da cadeira e vai procurar algo útil pra fazer. Ou não. Mas não gaste o meu tempo com a sua falta do que fazer.
Assisto ao BBB? Sim. Mas leio meus livros, busco o que me interessa e o que me agrega, estou sempre com os que amo, mantenho minha rede de contatos, ajudo ao próximo sempre que possível e da maneira que posso, compro, consumo, dirijo, durmo... e muitas vezes não faço nada. Porque a vida é isso e as coisas estão aí, na nossa frente, para que possamos escolher. Cada um na sua. Cada um como pode.
Isso me lembrou a campanha da Diesel (sim, um ícone do consumismo) que eu achei muito interessante.
Confira: BE STUPID
